Se tem um Piano em casa ou na Família ou pretende vir a adquirir um Piano no futuro saiba quais os aspectos mais importantes a ter em conta.

Pianos Antigos

 

Oficina

São considerados pianos antigos, os Pianos com mais de 70/100 anos dependendo da sua marca, origem e qualidade de construção. Do Ponto de vista do desgaste geral, são instrumentos que permitem a sua recuperação com intervenções técnicas de dificuldade máxima.

 

É possível recuperar um Piano antigo que se encontre em muito mau estado geral?

Resposta: Sim, dependendo do tipo de piano, dos problemas que apresenta, do seu potencial de recuperação e do tipo de utilização a que irá ser sujeito.

Em termos técnicos qualquer piano pode ser reconstruído ou recuperado. No entanto esse trabalho é geralmente bastante complexo/especializado e caso não seja bem executado poderá revelar-se ineficaz.

Os Pianos antigos, salvo raras excepções, eram construídos com bons materiais, especialmente os pianos de marcas alemãs e têm excelente potencial de recuperação. O passar do tempo e a utilização a que são sujeitos degradam gradualmente a maioria dos aspectos do seu funcionamento e por isso apresentam-se geralmente em mau estado.A questão poderá ser ponderada do ponto de vista racional de custo/proveito ou tomando em conta factores que se prendem com o historial do piano e do seu valor afectivo.

O Importante, seja qual for o enquadramento, é haver um bom aconselhamento para evitar custos desnecessários e expectativas defraudas.

Um Piano antigo convenientemente recuperado poderá ainda ser um bom Piano?

Resposta: Sim, se já tiver sido um bom Piano quando foi construído. A tarefa de um técnico especializado é identificar o potencial do Instrumento identificando os aspectos que caracterizam um Piano bem construído e com potencial.

Um Piano não fica Bom por ser bem recuperado se sempre tiver sido um instrumento com pouca qualidade. Também um Piano de excelente qualidade que se encontre degradado não fica excelente se for mal recuperado.

A recuperação (reparação ou reconstrução), deve ter em conta inúmeros aspectos e é um trabalho muito especializado que exige geralmente vários técnicos.

O cenário ideal é um Piano antigo de alta qualidade de construção e com grande potencial de recuperação, recuperado pelos técnicos que saibam trabalhar esse Instrumento e dar-lhe uma “nova vida”.

Pode acontecer nem sequer se justificar recuperar um piano antigo que se encontre degradado?

Resposta: Sim, embora existam quase sempre, várias hipótese de intervenção. Um piano antigo que se encontre em mau estado não terá de ser obrigatoriamente “todo reconstruído”, a reparação pode ser parcial (geralmente da mecânica do piano), e com essa reparação o Piano poderá apresentar grandes melhorias e continuar a tocar por muito tempo.

Outro aspecto é a Afinação do piano, que em Pianos antigos é um trabalho inevitável e em alguns casos mais complexo do que o usual, pois as cordas do piano podem estar extremamente destensionadas por o piano estar há muito tempo parado sem ser afinado. Nesses caso o Técnico terá de fazer várias afinações levando gradualmente a tensão das cordas ao ponto de tensão convencional.

É usual durante este processo partirem-se algumas cordas que podem ser facilmente substituídas.

Um Bom Piano Antigo, Bem recuperado pode ser melhor do que um Piano Novo?

Resposta: Sim, mas depende do grau de recuperação a que for sujeito.

Se quisermos comparar um Piano novo com um Piano antigo recuperado, teremos de considerar que o Piano antigo foi integralmente reconstruído, levando a maior parte dos materiais e componentes novos. Nesses casos, falamos de Pianos construídos em épocas que a construção de Pianos era irrepreensível e onde foram construídos os “melhores Pianos de sempre”.

Os Pianos antigos de construção cuidada caracterizavam-se pela grande qualidade dos componentes em geral mas especialmente pela grande qualidade do “tampo harmónico”, que é peça responsável pela qualidade do som do Instrumento. Na reconstrução destes Pianos Os técnicos, “aproveitam” esse elemento de grande singularidade o os aspectos irrepreensíveis da construção original e potenciam os restantes componentes.

Paradoxalmente, os pianos mais recentes, mais evoluídos em alguns aspectos, não conseguem “competir” com a riqueza harmónica emanada dos instrumentos mais antigos.

A compra de um Piano Antigo pode acarretar algum risco?

Resposta: Sim. Os Pianos antigos podem esconder algumas “surpresas”. Uma das mais vulgares é a existência de bicho da madeira no móvel. Outros problemas podem surgir no interior com mecânicas altamente desgastadas a necessitarem de grandes reparações, problemas graves nas cordas ou componentes da estrutura harmónica (cravelhas , tampo harmónico, cavaletes). O princípio básico é de nunca comprar um piano antigo sem um aconselhamento de um especialista e ao comprar, comprar por valores que caso os problemas venham a ser descobertos possam ser resolvidos sem exceder o valor real do Piano.

Pianos Usados

 

Perguntas Frequentes - Pianos Antigos

São considerados Pianos usados os pianos que não sendo novos, apresentam algum desgaste nos seus componentes, que pode ser recuperado com intervenções técnicas de complexidade média/mínima.

 

Um piano usado pode ser uma “boa compra”?

Resposta: Sim, mas existem vários factores a ter em conta.
Por estranho que pareça os pianos usados em determinados aspectos são, “melhores” do que os pianos novos. Esta afirmação poderá dar azo a más interpretações e por tal tem de ser muito bem explicada e entendida.

Primeiro de tudo teremos de entender que como em praticamente todas as áreas nos Pianos existem “gamas” , ou seja segmentos dentro das próprias marcas diferenciados por aspectos que qualidade e consequentemente preço, durabilidade etc.

Ao comparar-mos Pianos e marcas de Pianos (novos ou usados) , teremos sempre de o fazer dentro de gamas semelhantes, caso contrário correremos o risco de comparar um Piano de baixa gama de uma marca com o topo de gama de outra marca, que pode custar uma valor 10 vezes superior.

Um Piano usado pode ser melhor do que um Piano Novo se o Piano usado, que se apresente em bom estado, for de uma gama superior ao Piano novo que por ser novo, não deixa de ser de uma gama com fracas apetências, e o usado por ser usado não deixa de ter todas as características de um Piano de grande qualidade. Caso os valores de compra sejam aproximados, a compra do usado é geralmente a opção mais correcta.

Caso comparemos gamas semelhantes, os factores diferença de preço e o estado geral do Piano usado serão os motivo de decisão.

Como podemos saber que o Piano usado está em boas condições?

Resposta: Há várias maneiras de saber o nível de qualidade e/ou o estado de um Piano usado.

O conhecimento da idade do Piano é muito importante. A idade de um Piano sabe-se consultando o número se série do Instrumento que se encontra geralmente no interior do piano numa zona visível. Pianos com idade até 40/50 aos (dependendo da marca e gama) , não apresentam geralmente grandes problemas. Se for uma Piano de marca ou origem, menos credível mais de 20 anos já é uma idade com alguns riscos.

Exteriormente pode-se verificar o estado do móvel. É importante que o móvel se encontre em bom estado. Se o móvel se encontrar em mau estado isso não significa que o piano por dentro esteja em más condições, mas será uma despesa acrescida caso se pretenda repor o seu bom aspecto. Ao nível do interior do Piano, não é fácil, para um leigo identificar problemas.

O estado da afinação e da regulação mecânica poderão ser verificados tocando e sentido o Instrumento. Se o Piano se encontrar muito desafinado, ou revelar algumas falhas no funcionamento mecânico isso pode significar problemas difíceis e caros de resolver.

A marca e modelo do Piano são extremamente importantes. Marcas significam, enquadramento de mercado e modelos significam gamas e consequentemente , níveis de qualidade. Marcas Japonesas e Alemãs são as mais seguras mas é sempre bom ter um aconselhamento especializado.

Caso o Piano provenha de um Particular, deverá solicitar ajuda de um Especialista, este trabalho geralmente custos insignificantes em relação ás vantagens que daí podem advir.

Caso o Piano provenha de uma Casa Comercial é importante verificar as referências e assegurar que todas as garantias são dadas e que possam ser cumpridas, no acto da venda podem prometer-se benefícios que posteriormente podem não vir a ser cumpridos.

No acto da compra de um Piano deve optar-se por um Piano novo ou usado?

Resposta: A opção por um Piano novo ou usado depende de alguns factores a considerar.

Como explicámos anteriormente um piano usado com qualidade é sempre a opção mais inteligente. Ao contrário dos pianos novos (mesmo os pianos de qualidade), o piano usado se se encontrar em boas condições apresenta vantagens ao nível da estabilidade de afinação, da qualidade harmónica e da estabilidade da regulação mecânica.

Para além de ser mais barato, o piano usado pode ser melhor do que o piano novo se a gama for mais alta, ou se a época de produção for bem conseguida.

Existem casos paradigmáticos na indústria mundial com marcas muito conhecidas nomeadamente a Steinway & Sons, a Bechstein ou a Yamaha que ao longo de cerca de cem anos de fabrico de Pianos têm atravessado diversas fases que se reflectem na qualidade final dos seus produtos. Infelizmente, a qualidade geral das principais marcas tem vindo a diminuir consideravelmente, muito por força dos imperativos comerciais, nem sempre compatíveis com a excelência da qualidade. 

É possível fazer uma má compra ao comprar um Piano novo em detrimento de um Piano Usado de Qualidade?

Resposta: Do ponto de vista da explicação ao público em geral, a regra que se deve aplicar é que se poderá comprar um Piano de alta qualidade com 15, 20 ou 30 anos pelo mesmo preço de um Piano novo de baixa qualidade e que essa compra será uma compra “definitiva”. Ao comprar um piano de baixa gama terá indubitavelmente (em caso de evolução no estudo), de trocar esse piano alguns anos depois por um piano de uma gama mais alta.

Uma vez que o nível de investimento é muito semelhante, se existirem opções credíveis no mercado de usados, é preferível adquirir logo um piano usado que para além de ser “definitivo”, encerra as vantagem dos pianos “maduros” e pedagogicamente é sempre um Instrumento mais completo, estimulante e adequado. Também a taxa de desvalorização de m Piano usado de qualidade é substancialmente inferior à de um Piano novo (independentemente da gama a que pertença).

As questões apontadas pela Yamaha que envolvem a qualidade dos Pianos Yamaha em 2ª mão, deve constituir um motivo de preocupação no acto da compra?

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Resposta: Não, especialmente se tomarmos em conta o ponto de vista em que a Yamaha tenta colocar o assunto.

Nos últimos anos o mercado tem assistido a uma série de tentativas, (unicamente por parte da Yamaha), de amedrontar as pessoas para os hipotéticos problemas dos Pianos Yamaha em segunda mão. É, no entanto importante que desde logo se entenda que a Yamaha é a única entidade que menciona esses “problemas” que na verdade não existem. O que na realidade aconteceu a nível mundial foi uma procura forte e constante dos Pianos Yamaha em segunda mão, especialmente os pianos de alta gama construídos nos anos 70 e 80, por estes instrumentos terem uma qualidade acima da média e terem valores de venda excelentes para o público. Perante esta enorme procura, o volume de vendas dos Pianos Yamaha novos, baixou drasticamente obrigando a Yamaha a deslocalizar fábricas para Países com mão de obra mais barata ( China e Indonésia). Os Pianos fabricados nestes Países, são de um nível de qualidade muitíssimo inferior aos Pianos fabricados no Japão (especialmente a produção dos anos 70/80), e por tal o mercado conhecedor, não aceitou esses novos pianos de baixa gama como alternativa à qualidade evidenciada pelos Pianos anteriormente fabricados no Japão. Como o tempo de vida útil de um Piano de qualidade nunca é inferior a 50 anos, a Yamaha constatou que iria ter um grave problema para o futuro uma vez que tinha colocado no mercado Mundial cerca de Cinco milhões de Pianos que iriam rodar entre clientes por um tempo “indeterminado” fazendo assim quebrar as vendas dos pianos novos. As campanhas sucessivas, por vezes bizarras, que a Yamaha tem desenvolvido para tentar alterar esta situação, visam essencialmente criar a ideia que esses “tais Pianos” tem ou vão ter problemas “brevemente”, ou que só são “bons” quando a própria Yamaha os selecciona…Deste modo o público leigo que busca uma informação instantânea e pouco aprofundada é facilmente
sugestionado e condicionado a comprar um Piano novo Yamaha ou um Piano usado mas “seleccionado” pela Yamaha. Esta estratégia da Yamaha até à data tem tido o efeito oposto ao desejado nos meios Artísticos, Técnicos e Profissionais.

No entanto, a compra de um Pianos usado Yamaha, deve encerrar os cuidados usuais na compra de qualquer Piano usado, como referimos noutra respostas, sendo a Gama, a Idade do Piano a Qualidade da Preparação do Piano e a Garantia à posterior os factores mais relevantes a verificar.

Pode acontecer uma marca de renome ter durante um determinado período um deficit na sua qualidade de produção?

Resposta: Sim, inexplicavelmente isso acontece e é geralmente muito prejudicial para os clientes. Se falarmos de marcas com menos responsabilidade no mercado a situação de quebra de qualidade na produção não é tão grave como nos casos das marcas de referência.

Uma das razões pela qual a nossa empresa sempre se manteve independente de qualquer marca foi precisamente para manter essa análise critica e imparcial em relação à qualidade dos Pianos.

Os casos mais complexos no mercado nos últimos 20 anos aconteceram com grandes marcas de referência a nível mundial, especialmente quando essas marcas alteraram a sua estratégia comercial. Não podemos esquecer que um Piano de altíssima qualidade tem uma esperança de vida de aproximadamente 100 anos e que essa longevidade é muito “desinteressante” a nível comercial para os fabricantes de Pianos. E essa é a verdadeira resposta para o decréscimo de qualidade dos Pianos em geral…